Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositoriobiologico.com.br//jspui/handle/123456789/1323
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisorMendes, Márcia Cristina-
dc.contributor.authorCoelho, Caroline Santos Gambini-
dc.contributor.otherKlafke, Guilherme Marcondes-
dc.date.accessioned2026-08-11T18:11:39Z-
dc.date.available2026-08-11T18:11:39Z-
dc.date.issued2025-
dc.identifier.citationCOELHO, Caroline Santos Gambini. Análise da resistência de Rhipicephalus (Boophilus) microplus a organofosforados e investigação molecular do perfil resistente. Dissertação (Mestrado em Sanidade, Segurança Alimentar e Ambiental no Agronegócio) – Programa de Pós-Graduação, Instituto Biológico, São Paulo, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositoriobiologico.com.br//jspui/handle/123456789/1323-
dc.descriptionA resistência do carrapato bovino, Rhipicephalus (Boophilus) microplus, aos carrapaticidas é um problema econômico de grande importância mundial. No Brasil, o carrapato causa perdas acima de 3 bilhões de dólares anualmente. Portanto, é crucial compreender os mecanismos de resistência para auxiliar na identificação de métodos de controle mais eficazes. Dessa forma, este estudo teve como objetivo principal avaliar a resistência de dez populações de R. microplus da Região do Vale do Paraíba, estado de São Paulo, ao organofosforado (OF) clorpirifós, por meio do Teste de Pacote de Larvas (TPL) e investigar os mecanismos de resistência presentes. Também foi realizada a caracterização do perfil resistente da cepa denominada PINDA, que demonstrou o maior fator de resistência dentre as cepas estudadas, aos OF clorfenvinfós e clorpirifós, através do TPL, e uma triagem utilizando os acaricidas: doramectina, ivermectina, cipermetrina, fipronil, moxidectina e amitraz, por meio da Dose Diagnóstica (DD). Nos bioensaios TPL e DD, as larvas foram expostas por 24 horas aos acaricidas e após esse período foi feita a contagem para avaliação da mortalidade. Na DD, quatro níveis de resistência foram estabelecidos de acordo com a mortalidade das larvas. Os dados de mortalidade obtidos do TPL, foram submetidos a uma análise Probit para determinação dos valores da concentração letal para 50% (CL50) e os fatores de resistência (FR). As populações de campo foram consideradas resistentes quando a CL50 (IC95%) não se sobrepunha ao da cepa suscetível e o FR ≥ 2. A fim de investigar o mecanismo de resistência a OF, foram realizados ensaios de inibição da enzima acetilcolinesterase (AChE) utilizando propoxur. Além disso, 5 amostras de cada cepa foram submetidas ao sequenciamento de Sanger para identificar possíveis mutações nos genes que codificam as enzimas AChE1 e AChE2. Nos bioensaios das populações de campo do Vale do Paraíba, os resultados demonstraram que 90% das cepas eram resistentes aos organofosforados (OF). O TPL-DD confirmou a multirresistência a carrapaticidas na cepa PINDA para cipermetrina, clorpirifós e amitraz. Enquanto, para as lactonas macrocíclicas (doramectina e moxidectina) se mostraram suscetíveis. Com relação aos OF, a cepa PINDA apresentou fator de resistência (FR) de 24,3 para clorpirifós e 10,3 para clorfenvinfós. No teste com inibidor enzimático, todas as cepas apresentaram diferença estatística em relação à cepa suscetível. Foi possível também identificar 14 mutações na sequência de aminoácidos da AChE1 e 19 na sequência da AChE2. Dentre essas mutações, 9 são inéditas, sendo 3 na AChE1 e 6 na AChE2. Esses achados sugerem que a resistência das cepas de campo aos organofosforados está associada à insensibilidade do sítio-alvo.pt_BR
dc.description.abstractA resistência do carrapato bovino, Rhipicephalus (Boophilus) microplus, aos carrapaticidas é um problema econômico de grande importância mundial. No Brasil, o carrapato causa perdas acima de 3 bilhões de dólares anualmente. Portanto, é crucial compreender os mecanismos de resistência para auxiliar na identificação de métodos de controle mais eficazes. Dessa forma, este estudo teve como objetivo principal avaliar a resistência de dez populações de R. microplus da Região do Vale do Paraíba, estado de São Paulo, ao organofosforado (OF) clorpirifós, por meio do Teste de Pacote de Larvas (TPL) e investigar os mecanismos de resistência presentes. Também foi realizada a caracterização do perfil resistente da cepa denominada PINDA, que demonstrou o maior fator de resistência dentre as cepas estudadas, aos OF clorfenvinfós e clorpirifós, através do TPL, e uma triagem utilizando os acaricidas: doramectina, ivermectina, cipermetrina, fipronil, moxidectina e amitraz, por meio da Dose Diagnóstica (DD). Nos bioensaios TPL e DD, as larvas foram expostas por 24 horas aos acaricidas e após esse período foi feita a contagem para avaliação da mortalidade. Na DD, quatro níveis de resistência foram estabelecidos de acordo com a mortalidade das larvas. Os dados de mortalidade obtidos do TPL, foram submetidos a uma análise Probit para determinação dos valores da concentração letal para 50% (CL50) e os fatores de resistência (FR). As populações de campo foram consideradas resistentes quando a CL50 (IC95%) não se sobrepunha ao da cepa suscetível e o FR ≥ 2. A fim de investigar o mecanismo de resistência a OF, foram realizados ensaios de inibição da enzima acetilcolinesterase (AChE) utilizando propoxur. Além disso, 5 amostras de cada cepa foram submetidas ao sequenciamento de Sanger para identificar possíveis mutações nos genes que codificam as enzimas AChE1 e AChE2. Nos bioensaios das populações de campo do Vale do Paraíba, os resultados demonstraram que 90% das cepas eram resistentes aos organofosforados (OF). O TPL-DD confirmou a multirresistência a carrapaticidas na cepa PINDA para cipermetrina, clorpirifós e amitraz. Enquanto, para as lactonas macrocíclicas (doramectina e moxidectina) se mostraram suscetíveis. Com relação aos OF, a cepa PINDA apresentou fator de resistência (FR) de 24,3 para clorpirifós e 10,3 para clorfenvinfós. No teste com inibidor enzimático, todas as cepas apresentaram diferença estatística em relação à cepa suscetível. Foi possível também identificar 14 mutações na sequência de aminoácidos da AChE1 e 19 na sequência da AChE2. Dentre essas mutações, 9 são inéditas, sendo 3 na AChE1 e 6 na AChE2. Esses achados sugerem que a resistência das cepas de campo aos organofosforados está associada à insensibilidade do sítio-alvo.pt_BR
dc.description.sponsorshipCAPESpt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectAcetilcolinesterasept_BR
dc.subjectTPLpt_BR
dc.subjectEnzimapt_BR
dc.subjectMutaçõespt_BR
dc.titleAnálise da resistência de Rhipicephalus (Boophilus) microplus a organofosforados e investigação molecular do perfil resistentept_BR
dc.identifier.doi10.31368/PGSSAAA.2025D.CC03pt_BR
dc.description.linhadepesquisaSanidade, gestão ambiental e qualidade de alimentos, pro- dutos e processos na produção agropecuária sustentávelpt_BR
dc.description.editoraInstituto Biológicopt_BR
dc.description.localdapublicacaoSão Paulopt_BR
dc.identifier.tipoAbertopt_BR
Aparece nas coleções:Dissertações



Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.